Okafor, Paul e West – O novo trio de New Orleans

23 08 2009

Em 2007-08, quando o Hornets teve uma de suas melhores temporadas na história, a equipe tinha um excelente trio formado por Chris Paul, David West e Peja Stojakovic. Esses jogadores foram fundamentais para a campanha da equipe, que venceu 56 jogos durante a temporada regular e chegou as semifinais da conferência Oeste.

Mas, para 2009-10, um novo trio se forma na Louisiana. Com Peja Stojakovic caindo aos pedaços, não conseguindo acertar nem arremessos de três pontos livre – alguém imaginava que Peja estaria nesse nível após ser um dos melhores jogadores da NBA nos tempos de Sacramento Kings? -, Chris Paul, David West e Emeka Okafor se tornam os responsáveis por levarem o time do Hornets nas costas durante a nova temporada que se inicia em outubro.

Não podemos dizer que Paul, West e Okafor formam um “Big Three” como o do Boston Celtics, por exemplo, que conta com Ray Allen, Kevin Garnett e Paul Pierce. Mas, com CP3 sendo o melhor armador da liga, D-West tendo um companheiro de garrafão o ajudando ofensivamente, o que Tyson Chandler passava longe de fazer, e Oka4 defendendo como fazia nos tempos de Charlotte Bobcats, podemos dizer que estes três jogadores podem levar o Hornets a uma boa campanha.

A troca de Rasual Butler, um bom titular, por nada junto ao Los Angeles Clippers, faz com que eu ache que as chances de o Hornets chegar a final da conferência Oeste acabaram, porém, se Julian Wright e Marcus Thornton conseguirem, juntos, fazer uma média de 17 pontos por partida, ainda teremos um time forte e equilibrado.

Chris Paul será o titular na armação e novamente deve conseguir médias de 20 pontos e 10 assistências. Tanto Julian Wright quanto Marcus Thornton podem fazer o papel de Rasual Butler como ala-armador, podendo anotar 10 pontos de média.

O bom rendimento da posição de ala depende das condições físicas de Peja Stojakovic. Se o sérvio fizer uma média de 13 pontos, com uma porcentagem de acerto de arremessos um pouco melhor do que em 2008-09, já está de bom tamanho.

No garrafão, espero que a dupla David West e Emeka Okafor façam 35 pontos de média, o que, somado com os outros titulares, já daria cerca de 78 pontos somente para a equipe titular.

No banco de reservas, com Darren Collison, Marcus Thornton ou Julian Wright, James Posey, Ike Diogu e Hilton Armstrong ou Sean Marks, acredito que esses jogadores consigam somar uma média de, pelo menos, 22 pontos por jogo, fazendo o time marcar 100 pontos por partida, o que seria importantíssimo, pois, defensivamente, a equipe é boa, ainda mais por ser comandada por Byron Scott.

Imagino eu, que a defesa do Hornets levará cerca de 94 pontos por partida durante a temporada 2009-10, praticamente a mesma coisa de 2008-09, já que perdeu Rasual Butler, um bom defensor, mas trouxe Emeka Okafor, que, no geral, é mais completo defensivamente que Tyson Chandler.

Com um ataque marcando 100 pontos e uma defesa levando apenas 94, acredito que isso seja suficiente para uma equipe chegar a 50 vitórias na temporada regular, e consequentemente, se garantir nos Playoffs, onde poderá tem boas chances de passar a segunda rodada.





Apertando os cintos

18 08 2009

Depois de ser agraciado com a vinda de Emeka Okafor por Tyson Chandler numa troca entre o time da Louisiana e o Charlotte Bobcats, o New Orleans Hornets, na última semana, resolveu retribuir a caridade recebida e, com isso, resolveu enviar o ala Rasual Butler e mais alguma esmola para um dos miseráveis, carentes e moribundos times da liga: o Los Angles Lakers Clippers. Em troca o Hornets recebeu a pick de segundo round do draft de 2016!

Em 2016 eu terei completo 30 anos de idade, estarei casado, o Kobe aposentado, o Lebron James jogando longe de Cleveland, o Brasil hexacampeão numa Copa do Mundo realizada no próprio Brasil e o Corinthians ainda sem ter ganho uma Libertadores. Esse futuro jogador actualmente tem 12 ou 13 anos, come batatas fritas no almoço, janta no McDonalds e ainda deve comprar Playboys para uma madrugada um pouco mais animada. Assim, o Hornets praticamente deu um jogador e ainda por cima pagou para isso.

Para além da solidariedade com a porcaria do Clippers, o Hornets fez isso devido a crise internacional que afetou os negócios da franquia e também aos equívocos cometidos no passado: o contrato de 6 milhões de dólares dado ao Morris Petterson, o contrato do mesmo valor assumido de Mike James que posteriormente foi  trocado por um contrato igualmente alto de Antonio Daniels e mais os 11 milhões de dólares pagos para o Peja Stoijakovic. Com excessão ao Peja, que um dia foi um bom jogador, foram gastos aproximadamente 20 milhões de dólares, com contratos longos, em jogadores fracos para um time que deseja ser competitivo na NBA.

Aliás, são tão ruins jogadores e tão ruins contratos que ningúem quis Mo-Pete e Antonio Daniels nem de graça. Nem que pagassem para ter essas bombas em suas respectivas franquias. Por isso, acabou sobrando para o pobre Rasual Butler que ganhava um modesto contrato de 4 milhões de dólares. Para além dos 4 milhões do contrato, o Hornets também economizou mais 4 milhões, totalizando 8 milhões portanto, por estar acima do teto salarial imposto pela liga. Mesmo assim, o time se encontra acima deste limite e deverá pagar $1 por cada dólar ultrapassado desse limite o que resulta numa despesa indesejável para a franquia. Logo, podemos aguardar que mais movimentos considerados bizarros tecnicamente deverão acontecer na franquia do Hornets até o fim desse verão (pelo menos é verão lá nos EUA e na Zooropa).

Agora, analisando tecnicamente a saída de Rasual Butler no time, podemos constatar que ele era um xodozinho para os torcedores e também para o técnico Byron Scott que bancou o jogador como titular nesta temporada apesar de ter sido reserva em todos os jogos da temporada passada. Muito esforçado tanto defensivamente, quanto ofensivamente, era destacado por ter um bom tiro de longa distância e realizar boas marcações em escoltas habilidosos, como por exemplo Kobe Bryant. Em suma, o Rasual Butler era uma éspecie de Pietrus do Hornets e sem dúvida sua falta será sentida, sobretudo, no aspecto defensivo.

Ofensivamente, o seu potencial substituto – Morris Petterson, o retorno – faz a mesma coisa, bolinhas de três e aproximadamente 10 pontos por partida, com média de erro de 3 pontos para mais ou para menos (tal como as pesquisas do Datafoda-se nas eleições). Portanto, não será uma falta tão grande e, ao contrário de muitos, eu acredito que o Hornets tem uma equipe competitiva para fazer uma boa campanha no Oeste, com potencial de chegar até uma final de conferência. De certo é que não será Rasual Butler que fará o Hornets mais candidato ou menos candidato as pretensões do time nesta temporada. Portanto, economizar uma graninha até que caiu bem porque o time já tem que começar a se planejar para dar boas condições para manter David West e Chris Paul no time.





Adeus Rasual Butler!

14 08 2009

Na ultima terça-feira, o New Orleans Hornets trocou o ala-armador Rasual Butler por “nada” junto ao Los Angeles Clippers, o que fez o time da Louisiana perder um de seus titulares.

A troca foi absurda no quesito técnico, mas se formos ver pelo lado financeiro, a troca foi excelente para o Hornets. O time não iria ser campeão com Rasual na posição de ala-armador, mas sem ele, o espaço para os jovens Julian Wright, Marcus Thornton e Darren Collison aumentará, o que é bom, já que o pensamento da diretoria é para o futuro, tentando manter o ala-pivô David West após o verão de 2011 e, principalmente, Chris Paul após o verão de 2012. Além disso, a franquia deixará de pagar US$ 8 milhões em multas em 2009-10.

Mas falando sobre Rasual Butler, é incrível o azar desse jogador. Após ser a 53ª escolha do Draft de 2002, o ala fez uma bela temporada de início no Miami Heat, com médias de 7.5 pontos em 21 minutos. Entretanto, em 2003, o Heat recruta o ala-armador Dwyane Wade, acabando com as chances de Butler.

Após três temporadas na Flórida, Rasual chegou ao Hornets. Em sua primeira temporada com a equipe, jogou praticamente 24 minutos, com boas atuações. Já em 2006-07, com uma lesão que afastou Peja Stojakovic de praticamente toda a temporada, Rasual teve bastante espaço e fez uma temporada muito boa.

Mas para 2007-08, com a volta de Peja Stojakovic, a contratação de Morris Peterson e a chegada de Julian Wright, vindo do Draft, Rasual Butler perdeu todo o espaço que tinha e acabou a temporada nem sendo relacionado para as partidas.

Em 2008-09, com uma série de lesões de Morris Peterson, Butler voltou a jogar bem e ganhau espaço. Porém, para 2009-10, quando Rasual tinha tudo para se firmar como um bom jogador, a sua troca para o Los Angeles Clippers fará o jogador voltar a ser reserva e seus minutos deverão ser poucos, já que Al Thornton e Eric Gordon formam uma dupla de ala e ala-armador muito consistente.

Como um fã de Rasual, acho que a carreira do jogador não era para ter dado certo na NBA mesmo, pois não tem lógica um jogador com uma defesa excelente, bom arremesso de média e longa distância, ótimo atletismo e com talento para ser um “Role Player”, ficar sendo jogado de um time para o outro sem conseguir se firmar.





De Charlotte para New Orleans

12 08 2009

Aposto o braço do meu ex-patrão que quando você era apenas um garotinho, ou se for velho, quando era um adolescente, tinha um boné, pochete ou camiseta do Charlotte Hornets com aquela simpática abelha, que na verdade não é abelha, mas uma vespa, estampada. Bons tempos, não é verdade meu chapa? Pois bem, se ainda não te informaram, o Charlotte Hornets acabou, ou melhor, mudou. Foi para New Orleans e nessa coluna vou explicar como se procedeu essa mudança com um brinde: ler os comentários pessoais dessa mula que vos escreve.

O ano era 2002, o Brasil era pentacampeão, o Oliver Kahn tomou um frangaço, o Lula foi eleito e a Dercy Gonçalves ainda era viva. Neste ano, além dos acontecimentos citados, também era ano de renovação dos direitos nominais da cidade de Charlotte com a franquia Hornets da NBA. Contudo, o cartola máximo da equipe do Hornets, Sr. Shinn, estava deveras preocupado porque o bom resultado da equipe em quadra (naquela época formada por Baron Davis, Wesley, Mashburn, PJ Brown e Campbell) não resultava naquilo que os cartolas mais querem, e não são vitórias ou títulos, mas sim os lucros.

Em primeiro lugar, o nível de público nos jogos do Charlotte Coliseum era um dos mais baixos em toda a liga, apesar da equipe se mostrar um um time competitivo e com muito talento. Para resolver esta questão, o Sr. Shinn resolveu que seria mais pertinente a construção de uma nova arena, com mais opções de entretenimento e que pudesse ser um fator para atrair um maior número de expectadores para suas partidas. Dessa forma, o cartola do Hornets dirigiu-se a prefeitura da cidade para pedir o financiamento dessa nova instalação desportiva e, a partir daí, que começou todo o o bafafá.

Em um primeiro momento, os vereadores e outros elementos da prefeitura de Charlotte queriam resolver isto por meio de um referendo. Isso mesmo, tal como na Venezuela e na Bolívia, era o povão que ia decidir se vão investir a grana do imposto em um ginásio esportivo. Entretanto, poucos dias antes do dito referendo o então prefeito de Charlotte, o Sr. Pat McCrory, vetou a legitimidade do referendo com a emissão de uma portaria municipal. O ato do prefeito dividiu a cidade, mas, muitos vereadores concordam com a atitude alegando que seria uma grande imoralidade para a cidade a construção de uma arena luxuosa em uma cidade de trabalhadores. Sabem como é, aquele discurso comunista e esquerdista, embora eu concorde que como contribuinte prefiro que a grana seja revertida em escolas e saúde do que em pavilhões esportivos sultuosos, não é verdade Sr. César Maia?

No entanto, segundo o site Sports Enciclopedy, o Sr. Shinn já era visto com muito maus olhos pela comunidade de Charlotte antes deste episódio. De acordo com o site gringo, o Sr. Shinn era alvo de um verdadeiro escândalo uma vez que este fora acusado de abuso sexual e, mesmo sendo considerado inocente anos depois, continuava a ser ostilizado pelos torcedores, habitantes e mídia local de Charlotte. Para piorar a situação, o cartola não reagiu nada bem com o veto dado pela prefeitura e procurou novamente o Sr. prefeito sobre a nova arena do Hornets mas, desta vez, em tom de exigência e ultimato.

E parece mesmo que o ultimato de Shinn deu algum resultado, porque os líderes da cidade cogitaram a construção de uma arena sem que necessitassem do apoio dos eleitores – bonito, não? – a fim de não permitirem que o time saísse da cidade. Mas não teve jeito. A situação para Shinn estava insustentável e ele pensava que em New Orleans a franquia poderia ter um mercado maior, uma mídia televisiva que apesar de pequena poderia vir a ser mais lucrativa e a possibilidade de jogar em uma arena com ótimas condições para Shinn: a New Orleans Arena, localizada ao lado do Superdome – utilizado pelo New Orleans Saints da NFL. Contudo, antes de New Orleans, eram cogitadas mudanças para Norflok, Louisville, St. Louis e Memphis, este último que acabou se ferrando por recepcionarem a porcaria do Grizzlers, que apodrecia muito lá nas terras gélidas do Canadá, mais precisamente em Vancouver.

Assim, a NBA aprovou o negócio e sensibilizada com a prefeitura de Charlotte prometeu que em breve a cidade teria uma nova franquia. Aí nasceu o Charlotte Bobcats e, por incrível que pareça, atualmente jogam em uma nova arena construída com o nome Charlotte Bobcats Arena e renomeada para The Warner Cable Arena, motivos comerciais é óbvio.

Desde então, o Sr. Shinn nunca mais pisou em Charlotte, mas em uma entrevista concedida ao jornal Charlotte Observatory, em 2008, admitiu que “foi um mau julgamento que mudou toda a minha vida”. Na mesma entrevista, ele afirmou que seu maior erro foi ter se afastado do público depois das acusações de abuso sexual. Ainda em tom de confissão, o Sr. Shinn declarou que: “cometi muitos erros em minha vida. Mas não vou cometer outro aqui (em New Orleans). Nós estamos aqui para fazer a cidade funcionar”.

Confesso que muitas das coisas que acabei de relatar eu mesmo não tinha o conhecimento, fiquei sensibilizado com todo o esforço da humilde cidade de Charlotte em manter-se no panorama do melhor do basquetebol mundial. Apesar do time modesto e de uma certa morosidade nas decisões desportivas, desejo alguma sorte a franquia porque fico imaginando as pessoas que amam o basquete naquele lugar que viram Glen Rice, Zo Morning, Baron Davis, Mashburn e outros bons jogadores ficando órfãos de repente do basquete. Seria bom que o Bobcats por respeito a esses cidadãos tivessem uma campanha e jogadores mais dignos com a história do basquete a cidade.

Sempre fui raivoso com o Bobcats, mas depois dessa história comecei a me solidariezar um pouco mais. Principalmente agora que eles tem Tyson Chandler, um jogador que eu sempre me identifiquei porque apesar de suas limitações técnicas, era muito leal ao time, esforçado, batalhador e vibrador. Por essas razões, não se assustem se mais a frente eu fizer uma fézinha para os bobgatos vencerem alguns jogos, desde que não seja contra o Hornets, claro.





Com Okafor podemos pensar em título?

7 08 2009

Para ser totalmente honesto com vocês, eu penso que sim. Possivelmente você amigo leitor deve estar me chamando de louco, bebâdo, burro ou, na melhor das hipóteses, de um gajo muito otimista. Para expor o meu raciocínio utilizarei a arte que consagrou os gregos Tales, Pitágoras e Euclides, isto é, a boa e velha matemática.

Porém, antes disso, eu gostaria de começar argumentando que o elenco atual é tão bom, ou até melhor, que o elenco bem sucedido de duas temporadas atrás, com pequenas alterações e alguns upgrades. Naquele time, o quinteto titular era formado por Paul, Mo-Pete, Peja, West e Chandler com Pargo vindo do banco, agora, repare que atualmente o time é composto por Paul, Butler, Peja, West e Okafor com Posey vindo do banco. Ora Paul, West e Peja continuam no time tendo nos dois primeiros uma evolução de seus jogos e números enquanto o Peja foi o único que decresceu enquanto Mo-Pete, Chandler e Pargo foram substituídos por Butler, Okafor e Posey. Butler mostrou-se bom defensor, mais ou menos da escola Mikael Pietrus, e bom pontuador… pelo menos suficiente para fazer 10 pontos por jogo. Chandler sabia enterrar e defendia bem, mas temos a expectativa que o Okafor faça mais que isso, qualidade o homem tem. Somente no Posey, estamos torcendo que seja um scorer vindo do banco do mesmo nível que o Pargo foi. Portanto, nome por nome, talento por talento, as alterações que temos hoje são melhores.

Dizia eu que a aritimética (eu e o Professor Girafales) seria o meio utilizado para conduzir o raciocínio, então vamos a ela. Bom, a primeira equação é que o time precisa marcar entre 95 à 105 pontos por jogo para sair como vitorioso da maioria das partidas pois, em primeiro lugar, nossa defesa não é uma fuzarca como o Golden State Warriors e, em segundo lugar, temos boa qualidade defensiva no perímetro e no garrafão, tendo como Paul, Butler e Okafor como destaques.

Assim sendo, vamos adotar que os titulares fazem 75 pontos enquanto o banco venha a contribuir com 20 a 30 pontos. Individualizando nos títulares, os 75 seriam distribuídos entre 40 pontos entre Paul e West, que mostra-se possível face a evolução deles durante toda a temporada e o histórico de atingirem médias de 20 pontos por partida, 15 pontos para Okafor, que também mostra-se plausível pois se ele já tinha condições de fazer 12 pontos por partida com um armador bom (no caso Felton), o que conseguirá fazer com o melhor armador do mundo? Parece-me que a meta de 75 pontos para os titulares está próxima de ser atingida uma vez que Paul, West e Okafor serão capazes de contribuir com naturalidade 55 pontos, agora os outros 20, precisam ser completados por Butler – que deve para aí fazer 8 ou 9 pontos por partida – e Peja ou Wright, caso este for titular. Acredito que tanto um como o outro tem condições de fazer entre 10 e 12 pontos, mesmo com o Peja caindo pelas tabelas.

Agora temos a tarefa do banco de reservas, aí que a coisa engrossa, que precisam contribuir com 20 ou 30 pontos por jogo. Individualizando: Posey precisa voltar a ser um scorer e garantir pelo menos 10 pontos, o que é possível pois temporada passada ele fazia 8 e muitas das vezes jogava meio no sacrifício - precisa melhorar só um pouquinho e aí já temos entre 30 e 40% da missão cumprida. Os dois rookies  combinando para 10 pontos também já ficaria satisfeito. Para ser sincero, não faço idéia do potencial deles, mas o Pedro me falou que eles são bãons e se o nosso profeta acertar no moche, penso ser bastante possível que eles juntos façam 10 pontos em conjunto – quem sabe até mais, não é verdade?

Com Posey e os dois rookies atendendo as nossas expectativas já temos para aí um total de 20 pontos conquistados pelo banco de reserva. Para os outros 10 faltantes contamos com Peja ou Wright, Marks e Diogu. Se cada um contribuir com quatro pontinhos, temos 12, que somado aos 20 anteriormente citados, saltam para 32. E assim, missão completa e sucesso na temporada.

Ora, claro que isto é uma análise puramente simplista não levando em consideração os aspectos técnicos dos adversários, que em sua gde maioria evoluíram muito, nem os aspectos táticos - os famosos matchups – e os aspectos psicológicos dos Playoffs. Além disto não realizei uma equação para outros fundamentos para a vitória como é, por exemplo, os rebotes e o número de turnovers. Mas fiz tudo isso para elucida-lo de que temos um elenco de qualidade, bons jogadores, bom treinador, bom entrosamento, bom equilíbrio entre ataque e defesa, bom GM e, portanto, ao contrário do que dizem por aí, temos sim alguma hipótese de repetir a ótima campanha que fizemos a duas temporadas atrás.





Ike Diogu: A melhor contratação do Hornets

4 08 2009

Imediatamente depois do New Orleans Hornets dar aquela rasteira caprichada no Bobcats e trazer Emeka Okafor para a terra do jazz (que por acaso não é em Utah), o time da Louisiana contratou o Agente Livre Ike Diogu que jogava no Sangramento Kings. Obviamente, o Okafor é melhor que o Diogu, o Eto’o é melhor que o Obina, o Henry é melhor que o Rodrigo Tiuí e a Scheila Carvalho é melhor que a Gretchen; mas, nas linhas que se seguem, esta mula que vos escreve tentará convencê-lo porque sua vinda é mais relevante do que a do próprio Okafor.

A razão para tal afirmação é muito simples: poderemos nos livrar de ver a porcaria do Hilton Armstrong em quadra, isto porque Diogu que joga de ala-pivô e quebra um galhinho de pivô, obviamente, reserva imediato de Okafor ou do West se assim o Byron Scott preferir. Por sua vez, Hilton – que nem para ter algum grau de parentesco com a Paris a fim de ter descontos de hospedagem nas viagens do Hornets durante os jogos fora de casa presta – mostrou-se totalmente imprestável ofensivamente, muito ruim defensivamente e que piora a cada temporada que passa.

Para ser totalmente honesto com vocês, imaginei que Hilton poderia se tornar o melhor pivô desde Vlade Divac uma vez que passaram aí pela posição o Coleman, Magloire, P.J. Brown e Tyson Chandler. O cara tinha umas médias na universidade que enchiam os lábios, tinha e ainda tem um ótimo biotipo, altura e timing; e ao invés de se tornar o melhor pivô da década, acabou por se tornar uma das maiores piadas da NBA. Mas, mesmo assim, não seria tanto problema porque o que não falta na NBA são jogadores de garrafão grossos e ruins, mas que compensam com muito esforço e raça.

O problema do Hilton que nem raça o desgraçado tinha, era apático, com cara de sono, sonso, mongol e idiota, algo como o Tim Duncan antes de aprender a jogar basquete. Por causa disto, que o tão porcaria Sean Marks ganhou a posição na rotação do time, pois este sabia pelo menos vibrar e se esforçar quando estava em quadra, mas que não poderia jogar de pivô porque ainda é muito baixo para a posição. Talvez seria interessante que Marks ensinasse Hilton a dançar o Haka – aquela dança tribal que você já deve ter visto a seleção neozelandesa da rugby fazer, se ainda não identificou, vá ao YouTube e veja porque é, pelo menos na minha opinião, algo interessante – para ver se o desgraçado deixasse de ser tão mocinha quanto a Paris.

Para ser totalmente honesto, a única coisa que eu sei sobre esse Diogu é que ele teve uma passagem modesta no Pacers, no Warriors – a maior fuzarca da face da Terra – e com um ou outro jogo interessante no Sangramento Kings. Pior que o Hilton ele não é. E se ele tiver um pouquinho do brio que o seu xará cavaleiro de bronze, estamos tranquilos, pois o fato é que o Hilton não é um Pokemon e portanto não evolui, não se desenvolve, é mocinha como a Paris, e de quebra ainda não mostrou nada tecnicamente. Portanto, seja bem vindo Ike Diogu e muito obrigado desde já.





OKA 4 HORNETS

28 07 2009

Na tarde desta terça-feira o New Orleans Hornets e o recém nascido Charlotte Bobcats chegaram a um acordo que trocou os pivôs Emeka Okafor e Tyson Chandler, que jogará na filial horneteana da Carolina do Norte. Para quem não se lembra, ou para quem só começou a acompanhar a NBA depois de ver o Phoenix Run and Suns ou do Zé Brown James, o Hornets residia em Charlotte mas que, em 2002, mudou-se para capital do Jazz (que por sinal não é e nunca será em Salt Lake) devido a um impasse entre os cartolas da franquia e os cartolas da prefeitura da cidade. Não satisfeitos, criaram uma franquia sem vergonha, com um nome altamente homossexual, sem identidade nenhuma só para enviar o coitado do Hornets para o inferno, que naquela altura atendia por Conferência Oeste.

Mas com ajuda do painho professor Fofana, e os outros orixás consultados por mestres da macumbaria, o troco volta com esta “trade”. Okafor é atlético, forte e musculoso (se eu fosse mulher talvez ficaria atraída por esses músculos, mesmo com um rosto feio de doer), lembra até o D12 nesse aspecto, é um bloqueador tão bom quando o Gustavo da seleção masculina de vôlei, pega rebotes e detêm alguma técnica no ataque. Afinal, fazer 13 pts por jogo num time sem-vergonha não é para qualquer um com um mínimo de qualidade.

Chandler, por sua vez, é tão bom defensor quanto o Okafor, contudo, este não tem qualquer fundamento técnico ofensivo que não seja completar os passes feitos pelo genial Cristiano Paulo (não é Cristiano Ronaldo). Seu tempo para tocos está aquém para um pivô considerado bom defensivamente e sua saúde parecia estar em xeque depois da constragedora devolução feita por parte do Thunder alegando motivos de defeitos de fabricação.

Financeiramente, o Hornets conseguiu um modo de economizar algum dinheiro nesta temporada com o revés de assumir outro contrato duradouro que poderá ser investido na renovação de seu possível reserva imediato, o neozelandês dançarino de haka Sean Marks, ou no outro finalizador de pontes Hakim Warrick que andava apodrecendo lá no time do Zé Colmeia. O plano inicial é que em 2011 tenhamos uma base feita por Paul, West e Okafor com Peja – o homem sem costas – voltando para as simpáticas ruas da Iuguslávia, que depois virou Sérvia e Montenegro; e agora é só Sérvia.

O Tenente-Sargento Larry Brown, que não tolera cidadãos que cumpram rigorosamente suas ordens, chamou Okafor de fanfarrão e disse: “pede para sair, pede para sair”. Okafor o fez. O GM do Hornets, conhecido com Sr. Barriga, cansou de cobrar os catorze meses aluguel do seu Madruga e acolheu o jovem, apesar da cara de vô, pivô para a metrópole. De geral, a troca não foi muito boa para o Bobcats que se torna potencial favorita ao melhor posto do Draft do ano que vem enquanto foi OK para o Hornets, sem nenhum gosto especial excepto, claro, de passar a rasteira num time rival, pelo menos na opinião desta mula que vos escreve.





Finais da NBA: Título para a equipe mais preparada

16 06 2009

88095590GWE307_G5_FinalsNo ultimo domingo, o Los Angeles Lakers chegou ao seu 15ª título da NBA, ao bater o Orlando Magic em cinco jogos nas Finais. Alguns fatos interessantes marcaram essa conquista, como o primeiro título de Kobe Bryant sem que o pivô Shaquille O’Neal estivesse ao seu lado.

Essa sem dúvida foi uma conquista fundamental para Bryant, já que sempre que falávamos em títulos, muitos duvidavam que Kobe pudesse comandar uma equipe a uma conquista tão grande, só que isso foi provado pelo camisa #24, que acabou sendo eleito o jogador mais valioso das finais.

Quem também fez história foi o treinador Phil Jackson, que se tornou o técnico mais vitorioso da história da NBA, com 10 anéis de campeão (seis com o Chicago Bulls de Michael Jordan, três com o Los Angeles Lakers de Shaquille O’Neal e Kobe Bryant e um com o Lakers de Kobe e Pau Gasol), contra nove do lendário Red Auerbach, que conquistou nove títulos com o Boston Celtics na década de 60.

Mas falando sobre a campanha da equipe da Califórnia, durante a temporada regular, devido ao domínio total da conferência Oeste, muitos apontavam que o Lakers seria o campeão do Oeste com facilidades, mas não foi bem isso que aconteceu. Apesar de começar massacrando o Utah Jazz na primeira rodada dos Playoffs, o Lakers viria a sofrer para vencer o Houston Rockets nas semifinais. Detalhe: o Rockets jogou os quatro últimos jogos da série sem os seus dois principais jogadores (Yao Ming e Tracy McGrady), mas mesmo assim o Lakers conseguiu apenas duas vitórias nestes jogos, vencendo a série por 4-3.

Quando as Finais do Oeste chegaram, era o momento que os amantes da NBA no Brasil menos acreditavam na equipe de Los Angeles, já que o seu adversário, o Denver Nuggets, vinha embalado nos Playoffs. No primeiro jogo, vitória do Lakers por apenas dois pontos, mas no segundo duelo, realizado no Staples Center, o Nuggets conseguiu a vitória, com grande atuação de Carmelo Anthony. Neste momento, todo mundo já começava a colocar o time do Colorado na final, mas Kobe Bryant liderou o Lakers a vencer os jogos #3 e #6 jogando na casa do Nuggets e chegando assim ao bi-campeonato da conferência Oeste.

Nas Finais, diferentemente do esperado, o adversário do Lakers iria ser o Orlando Magic, que chegava a segunda final da NBA em sua história. Mais experiente graças à derrota para o Boston Celtics nas Finais de 2008, o Lakers não teve muitas dificuldades para conseguir vencer quatro jogos e liquidar a série.

Após essa recuperação e superação, não temos muito que falar sobre o título do Lakers se não dizer que foi merecido, pois pode não ter sido a equipe com a melhor campanha ou que mostrou o jogo mais bonito, mas foi quem mostrou estar pronto para ser campeão, usando a habilidade de seus jogadores – em especial Kobe Bryant – para conseguir a conquista.





Análise: Final da NBA – Magic vs. Lakers

31 05 2009

MagicLakers

Mesmo com alguns problemas e com a desconfiança deste blogueiro, o Lakers novamente conquistou o Oeste, tendo o direito de disputar a sua segunda final da NBA consecutivamente.

Já o Magic superou as expectativas de muitos e venceu o até então invicto Cleveland Cavaliers na final da conferência Leste, contando com uma defesa sólida e um ataque com muitas bolas de três pontos e show de Dwight Howard dentro do garrafão.

Durante a temporada regular, Lakers e Magic duelaram em duas oportunidades, com a equipe de Orlando vencendo ambos os jogos, entretanto, durante os embates, o Magic pode contar com o armador Jameer Nelson, que fez 27.5 pontos de média contra a equipe da Califórnia. Agora, Nelson está machucado e não poderá jogar, mas o técnico da equipe da Flórida, Stan Van Gundy, acredita que Rafer Alston – armador que chegou para o lugar de Nelson -, pode fazer a diferença.

87746201ML107_Cleveland_CavDuelo das estrelas:
Dwight Howard vs. Kobe Bryant

Espetáculo. Está palavra descreve Kobe Bryant e Dwight Howard durante os Playoffs da temporada 2008-09. Os dois vêm jogando muito e comandando as suas equipes a chegar a está final. Durante as finais de conferência, Kobe teve médias de 34.0 pontos, 5.8 rebotes e 5.8 assistências, enquanto Howard não ficou atrás, com 25.8 pontos, 15.4 rebotes e 2.8 assistências por jogo.

Fator X:
Pelo lado do Lakers, o que fará a diferença será a defesa. Se ela for bem, marcando as bolas de três pontos do Magic e segurando Dwight Howard, a situação ficará bem encaminhada para a equipe de Los Angeles, entretanto, fica a dúvida de quem será o encarregado de marcar Howard, já que Andrew Bynum, que na teoria seria o encarregado, não vem jogando muito tempo por problemas físicos.

Pelo lado do Magic, as bolas de três pontos terão que cair, pois assim a equipe se torna muito forte. Um dos responsáveis por isso acontecer é Mickael Pietrus, que além de arremessos precisos, é um bom defensor e deverá marcar Kobe Bryant durante alguns minutos.

Confronto direto na temporada:
Orlando Magic 2 vs. 0 Los Angeles Lakers

16 de janeiro: Magic 109 vs. 103 Lakers
20 de dezembro: Lakers 103 vs. 106 Magic

Líderes das estatísticas (temporada regular):
Orlando Magic (59-23):

Pontos: Dwight Howard, 20.6
Rebotes: Dwight Howard, 13.8
Assistências: Jameer Nelson, 5.4
Bloqueios: Dwight Howard, 2.9
Roubadas: Rafer Alston, 1.8
FG%: Adonal Foyle, 63.6%
3P%: Marcin Gortat, 100.0%
FT%: Jameer Nelson, 88.7%
Vitórias seguidas: Sete. Duas vezes. Entre 13 e 27 de dezembro e 06 e 17 de janeiro
Derrotas seguidas: Três. Entre 10 e 13 de abril
Jogador mais velho: Anthony Johnson – 02/10/1974
Jogador mais novo: Dwight Howard – 08/12/1985
Jogadores nascidos fora dos EUA: Três. Marcin Gortat, Polônia; Mickael Pietrus, França; Hedo Turkoglu, Turquia
All-Star Game: Três. Rashard Lewis, Dwight Howard e Jameer Nelson

Time base:
Armador: Rafer Alston
Ala-armador: Courtney Lee
Ala: Hedo Turkoglu
Ala-pivô: Rashard Lewis
Pivô: Dwight Howard

Los Angeles Lakers (65-17):
Pontos: Kobe Bryant, 26.8
Rebotes: Pau Gasol, 9.6
Assistências: Kobe Bryant, 4.9
Bloqueios: Andrew Bynum, 1.8
Roubadas: Trevor Ariza, 1.7
FG%: Pau Gasol, 56.7%
3P%: Shannon Brown, 66.7%
FT%: Sasha Vujacic, 92.1%
Vitórias seguidas: Sete. Três vezes. Entre 28 de outubro e 12 de novembro, entre 14 e 30 de novembro e entre 30 de janeiro e 10 de fevereiro
Derrotas seguidas: Duas. Três vezes. Em 14 e 16 de janeiro, em 27 de fevereiro e 01 de março e em 29 e 31 de março
Jogador mais velho: Derek Fisher -09/091974
Jogador mais novo: Andrew Bynum – 27/10/1987
Jogadores nascidos fora dos EUA: Quatro. Pau Gasol, Espanha; D.J. Mbenga, Congo; Sasha Vujacic, Eslovênia; Sun Yue, China
All-Star Game: Dois. Kobe Bryant e Pau Gasol

Time base:
Armador: Derek Fisher
Ala-armador: Kobe Bryant
Ala: Trevor Ariza
Ala-pivô: Pau Gasol
Pivô: Andrew Bynum

Confrontos:
Jogo #1: Dia 04 de junho, 22 horas, em Los Angeles
Jogo #2: Dia 07 de junho, 21 horas, em Los Angeles
Jogo #3: Dia 09 de junho, 22 horas, em Orlando
Jogo #4: Dia 11 de junho, 22 horas, em Orlando
Jogo #5: Dia 14 de junho, 21 horas, em Orlando *
Jogo #6: Dia 16 de junho, 22 horas, em Los Angeles *
Jogo #7: Dia 18 de junho, 22 horas, em Los Angeles *
*: Se necessário





Julian Wright: E o futuro?

23 05 2009

Thunder Hornets BasketballFinalizando o que foi começado há alguns dias, vamos analisar um pouco sobre a carreira de Julian Wright e ver o que ele pode render no futuro.

Expectativas no Draft: Julian saiu da NCAA como um dos principais talentos do Draft 2007, após jogar na forte universidade de Kansas. Suas principais características eram o grande atletismo, boa mobilidade, saber jogar com a bola nas mãos e uma ótima visão de quadra.

Primeiras temporadas na liga: Wright começou a temporada 2007-08 (a sua primeira) esquecido no banco de reservas, mas após a parada para o All-Star Game, começou a ganhar mais minutos em quadra e mostrou o seu talento, sendo importantíssimo ao Hornets saindo do banco de reservas.

Já para 2008-09, as expectativas em “Ju-Ju” eram muitas. Mas o ala parece que parou de evoluir em relação à temporada anterior e voltou a ficar sem jogar, entretanto, na parte final da temporada voltou a ter bons minutos e com uma lesão de afastou Peja Stojakovic das quadras por mais de 10 jogos, Julian encaixou uma ótima seqüência como titular, porém, quando voltou para o banco de reservas, tornou a ter o seu jogo limitado e ficou novamente sem entrar em quadra.

Expectativa para o futuro: Eu, particularmente, espero que Julian se torne um bom jogador para ser titular de uma equipe na NBA com média próxima aos 15 pontos por jogo.

Entretanto, hoje a situação é outra. Wright não é um dos “protegidos” do treinador Byron Scott e parece ter a sua evolução no Hornets limitada pela falta de tempo em quadra, entretanto, acho que o ala ainda precisa melhorar o seu trabalho com a bola nas mãos, o que ele parece ter desaprendido desde os tempos de NCAA, e melhorar o seu arremesso, além de ser menos afobado, pois quando joga ao lado de estrelas (David West e Chris Paul), Julian fica mais tímido e rende mais, pois força menos jogadas.