Neste final de semana serão realizadas as semifinais e finais do Mundial Sub-19 de basquete masculino. Aqui, no Hornets Brasil, você ficará por dentro de tudo que vai acontecer nas finais deste torneio, que revelará alguns jovens talentos do basquete ao mundo.
Se você deseja assistir as semifinais e finais do torneio, existem três opções.
1. Por meio da FIBATV. Você precisa ter um cartão de crédito e pagar aproximadamente R$16,00 reais.
2. Pelo canal de TV a cabo ESPN Brasil. As duas semifinais serão transmitidas (em VT) em seqüência a partir das 15h de sábado.
3. Pelo canal de TV aberta TV Esporte Interativo (ainda não confirmado o horário das transmissões).
Semifinal 1: Grécia vs. Austrália
Grécia
Campanha: Sete jogos – Cinco vitórias e duas derrotas
Principal característica: Coletividade
Está seleção da Grécia, assim como todas as outras, tem como ponto forte a sua coletividade: todo mundo defende muito bem, vários jogadores armam o jogo com muita qualidade, ninguém é “fominha” e sempre procuram a melhor opção ofensiva. Este é o grande motivo para os gregos serem uma das quatro melhores seleções Sub-19 do mundo.
A fera: Leonidas Kaselakis
Leonidas Kaselakis é um ala-pivô completo: defende como poucos, tem um ótimo tempo para bloquear arremessos, tem precisão nos arremessos de média e longa distância e sabe jogar próximo a cesta, com uma boa força e habilidade.
Kaselakis vem de duas ótimas atuações. Contra a Argentina, nas quartas-de-final, ele dominou os dois garrafões, pegou rebotes, bloqueou arremessos, converteu bolas de três pontos, foi preciso em arremessos de média distância e mostrou ser um líder em quadra.
Médias de Leonidas Kaselakis no Mundial: 14.7 pontos, 5.3 rebotes, 2.7 assistências, 1.1 roubos de bola e 1.1 bloqueios de arremesso.
Fique de olho: Nikolaos Pappas
Apesar de ser ala-armador, Nikolaos Pappas tem uma grande habilidade e capacidade de armar o jogo. Ele vem sendo o grande destaque da seleção grega neste Mundial Sub-19.
Além de saber armar o jogo, Papas consegue fazer pontos com facilidade, pois sabe infiltrar muito bem.
Médias de Nikolaos Pappas no Mundial: 15.0 pontos, 4.1 rebotes, 3.0 assistências e 1.9 roubos de bola.
Pode fazer a diferença: Konstantinos Papanikolau
Assim como Leônidas Kaselakis, Konstantinos Papanikolau sabe fazer de tudo em quadra, principalmente defensivamente. No ataque, tem boa velocidade para finalizar jogadas em contra ataques, um bom arremesso de três pontos e sabe jogar perto da cesta.
Defensivamente, é o melhor reboteiro da seleção da Grécia, além de ser excelente no tempo de bola para bloquear arremessos e roubar algumas bolas.
Médias de Konstantinos Papanikolau no Mundial: 14.1 pontos, 6.3 rebotes, 1.4 assistências, 1.1 roubos de bola e 2.4 bloqueios de arremesso.
Austrália
Campanha: Sete jogos – Sete vitórias
Principal característica: Precisão nas bolas de três pontos
A principal característica e arma da seleção australiana é a precisão de seus jogadores nos arremessos de três pontos. Até agora, no Mundial Sub-19, a equipe da Oceania soma 37.3% de aproveitamento nos arremessos de perímetro. Os principais arremessadores da seleção são Cody Ellis (jogador com melhor aproveitamento em arremessos de três pontos do campeonato), Matthew Dellavedova e Cristan Salecich.
A fera: Cody Ellis
Apesar de não ser o líder em pontos de sua equipe, Ellis se destaca por ser um jogador completo. Ele tem uma boa visão de quadra – acima da média para um ala-pivô de apenas 19 anos -, sabe arremessar, pode fazer jogadas perto da cesta e é um bom reboteiro.
Se a Austrália deseja chegar a final, é bom Ellis jogar bem.
Médias de Cody Ellis no Mundial: 13.0 pontos, 5.9 rebotes, 1.9 assistências, 1.0 roubo de bola e 1.0 bloqueio por jogo.
Fique de olho: Brock Motum
Líder em pontos da Austrália, Motum é o pivô titular desta seleção. Seu estilo é muito interessante: forte, com bom atletismo e muita raça, sabendo fazer pontos próximo a cesta.
Médias de Brock Motum no Mundial: 14.7 pontos, 4.4 rebotes e 1.0 assistências.
Pode fazer a diferença: Matthew Dellavedova
Assim como nas quartas-de-final, a seleção australiana precisará de seu arremessador com a mão calibrada nesta semifinal.
Dellavedova converteu sete bolas de três pontos nas ultimas duas partidas de sua seleção, com uma média de 50% de aproveitamento e 17.5 pontos nestes dois jogos. Em todo o torneio, Matthew acertou 44.4% das bolas de três tentadas.
Médias de Matthew Dellavedova no Mundial: 9.3 pontos, 2.6 rebotes, 1.7 assistências e 0.9 roubos de bola.
Semifinal 2: Croácia vs. Estados Unidos
Croácia
Campanha: Sete jogos – Seis vitórias e uma derrota
Principal característica: Força do trio – Mario Delas, Toni Prostran e Tomislav Zubcic
Apesar de ter uma obediência tática incrível, a seleção croata se destaca pelo trio Mario Delas, Toni Prostran e Tomislav Zubcic. Sem dúvida, esses três estão entre os melhores e mais talentosos jogadores deste Mundial Sub-19, por isso, todo o cuidado com eles é pouco.
A fera: Mario Delas
O pivô da equipe croata é muito bom. Mario Delas é alto, rápido, com bom arremesso de média distância, boas jogadas próximo à cesta, realiza bem o “low-post”, consegue um bom número de rebotes e tem visão de quadra para dar algumas assistências.
Sua qualidade é muito visível, por isso, se os Estados Unidos quiserem vencer a seleção da Croácia, será bom marcar bem Mario Delas.
Médias de Mario Delas no Mundial: 19.3 pontos, 7.9 rebotes, 2.4 assistências, 1.4 roubos de bola e 1.4 bloqueios de arremesso.
Fique de olho: Toni Prostran
Se o pivô (Mario Delas) é a fera da Croácia, outro jogador excelente é Toni Prostran. O armador faz de tudo um pouco: marca pontos com facilidade, tem grande posicionamento para capturar rebotes, é um Playmaker de primeira linha e tem precisão nos arremessos de três pontos.
Durante a partida entre Croácia e Porto Rico, em uma das quartas-de-final, Prostran ficou perto de conseguir um Triplo-duplo, algo muito difícil de se ver em um jogo de seleções, anotando 20 pontos, sete rebotes e oito assistências.
Médias de Toni Prostran no Mundial: 17.7 pontos, 4.6 rebotes, 5.3 assistências e 1.6 roubos de bola.
Pode fazer a diferença: Tomislav Zubcic
Companheiro de garrafão de Mario Delas, Tomislav Zubcic se destaca pelo arsenal ofensivo: preciso nas bolas de três pontos, consegue boas infiltrações e sabe jogar próximo a cesta. Além disso, Zubcic é muito rápido para a sua altura, 2.12m.
Durante as quartas-de-final, Tomislav foi o grande destaque da vitória da Croácia sobre Porto Rico, ao anotar 27 pontos e oito rebotes.
Médias de Tomislav Zubcic no Mundial: 11.9 pontos, 8.1 rebotes e 1.0 bloqueios de arremesso.
Estados Unidos
Campanha: Sete jogos – Sete vitórias
Principal característica: Rotatividade
O time dos Estados Unidos tem várias opções para usar em sua rotação, com isso, a equipe estadunidense tem uma grande rotatividade, o que causa menos desgaste em seus principais jogadores.
A fera: Howard Thompkins
Muito atlético e forte, Howard Thompkins é a grande opção ofensiva desta equipe. Com sua força, ele consegue facilmente chegar a uma bandeja ou enterrada quando recebe a bola no “low-post”, tornando-se perigosíssimo.
O que o vem atrapalhando neste Mundial Sub-17 é o alto número de faltas. Por isso, ele precisa ter mais cuidado defensivamente nesta semifinal.
Médias de Howard Thompkins no Mundial: 11.6 pontos, 4.9 rebotes e 0.9 bloqueios de arremessos.
Fique de olho: Gordon Hayward
Apesar de jogar como ala-pivô, Gordon Hayward se destaca pela precisão nos arremessos de três pontos, com 44% de aproveitamento nos arremesso de longa distância. Além disso, Hayward consegue boas infiltrações, pois como por muitas vezes se posiciona na linha dos três pontos, consegue levar vantagem sobre o ala-pivô adversário quando parte para a cesta, pois é bem veloz.
Defensivamente, Gordon é um dos principais reboteiros da equipe norte-americana, além de conseguir bons roubos de bola e bloqueios de arremessos.
Médias de Gordon Hayward no Mundial: 10.7 pontos, 5.6 rebotes, 1.7 assistências, 1.9 roubos de bola e 1.3 bloqueios de arremessos.
Pode fazer a diferença: Tyshawn Taylor
Ala-armador muito rápido e habilidoso, Tyshawn Taylor vem se destacando por conseguir um bom número de pontos e assistências.
Nas quartas-de-final, contra o Canadá, Taylor anotou 10 pontos e distribuiu sete assistências. Em todo o torneio, entre os jogadores estadunidenses, Tyshawn é o terceiro atleta que mais faz pontos e o primeiro que mais distribui assistências.
Médias de Tyshawn Taylor no Mundial: 9.8 pontos, 1.7 rebotes, 4.3 assistências e 1.0 roubos de bola.